As mais antigas impressões que tive ao frequentar a Igreja do Sagrado Coração de Jesus foram: harmonia, beleza, elevação, doçura, força, tudo isso, por assim dizer, refletido magnificamente pelo orgãozinho paroquial daquele santuário.
Quando pela primeira vez o órgão chamou minha atenção, pensei: “Que música! Dir-se-ia que quando Nosso Senhor falava sua voz ressoava com o som do órgão!”
A Igreja Católica tem algo pelo qual ela relaciona os homens entre si como os tubos de um órgão se harmonizam. A Igreja Católica é comparável a um imenso órgão.
O que ocorreu em Pentecostes, quando apareceu uma chama originária que se repartiu em várias outras, faz pensar no órgão que se desdobra nos vários tubos, com uma semelhança estupenda com Deus que, sem Se empobrecer nem Se cansar, pelo contrário, na explosão de sua glória, cria, e até Se alegra em emitir de dentro de Si as mais valiosas variedades sem sofrer o menor abalo em sua unidade, Ele, motor imóvel de tudo quanto pôs em movimento. Assim vejo o unum do órgão.
(Cf. Conferências de 16/11/1979 e 27/2/1986)



