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A ascensão do Reino de Maria

Em nossos dias a abominação chegou a tal ponto que se tem a impressão de que o demônio conduz ­tudo de maneira ao reino dele ir se arrastando torpemente História adentro, perdendo muitas ­almas, com os pecados se acumulando por todos os cantos e de todos os modos.

Por outro lado, é certo que os castigos previstos em Fátima se aproximam e, de um modo repentino, inesperado, deverão inundar a Terra.

Quando isso se dará, qual é o momento desejado por Nossa Senhora? Não sabemos. Essa espera já é, de si, um castigo. É um castigo para os bons, não para os maus. Esses ficam se regalando e se refocilando no seu pecado, enquanto os bons sofrem.

Antes da Paixão, os Apóstolos não sabiam que a hora da Agonia de Nosso Senhor Jesus Cristo tinha chegado. Quando o Divino Mestre revelou que um dentre eles O trairia, saiu aquele burburinho: “Quem será, quem será?” Em determinado momento, deu-se a traição e, com esse pecado, tudo quanto havia de horrível ficou completamente caracterizado.

Parece ser o que está se dando no mundo agora: pecados sobre pecados, mistérios sobre mistérios e ­dir-se-ia que é dado ao homem ofender a Deus indefinidamente, sem castigo.

Em que momento virá esse castigo? Não sei. Uma coisa é certa: ele chegará de modo espaventoso, deixando todos os ruins atônitos e todos os bons triunfantes de alegria. Por isso, devemos fazer nossos atos de confiança em Nossa Senhora.

Por ocasião da Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo, parece que ninguém, entre os Apóstolos e discípulos, sabia que Ele ia subir ao Céu naquele momento. Ele foi andando para o Monte das Oliveiras, enquanto todos O acompanhavam e O ouviam falar, até chegar ao cimo do monte e começar a Se elevar lentamente. Só quando Jesus estava no alto é que as pessoas compreenderam que Ele estava indo embora para não voltar mais.

Desolação para todos, mas ao mesmo tempo maravilhamento vendo a vitória do Ressuscitado e o grande brilho com que Ele estava projetando sua luz sobre o mundo inteiro.

Tenho a impressão de que o mesmo se dá em nossos dias. Estamos presenciando todos esses horrores, mas, em determinado momento, veremos as coisas subirem e o brilho do poder de Nosso Senhor aumentar. A certa altura estaremos no Reino de Maria. Então, para nós, será uma alegria sem nome e nos parecerá que a ­Terra se transformou em Céu.

Minha esperança é de que Nossa Senhora apareça, com os cânticos dos Anjos, quando os homens ­estiverem fazendo o desfile da vitória. Então vamos exclamar: “Como nós sofremos pouco, em comparação com a ­multidão de alegrias que temos agora!”*

* Cf. Conferência de 28/5/1992.

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