O Natal confere graças de apaziguamento, de distensão. Quando a noite de Natal se anuncia, todos os homens sentem como que uma aliança do Céu com a Terra que se renova. Há uma espécie de desmobilização dos espíritos, um aumento recíproco do afeto cristão entre todos os homens.
A noite de Natal deve fazer com que nos sintamos mais do que nunca filhos adotivos da Sagrada Família; portanto, irmãos uns dos outros, desejosos de nessa noite termos um acréscimo dos vínculos que a Providência quer instituir entre nós e que nos levam ao perdão recíproco, à generosidade, ao esquecimento das faltas, levam-nos a renovar toda nossa boa vontade para com os outros, talvez um pouco cansada pelos desgastes dos dias, dos anos e dos trabalhos.
Que Nossa Senhora a todos conceda isso, de sorte que a noite de Natal nos vincule profundamente entre nós e, assim, fiquemos também mais unidos a Ela.
(Extraído de conferência de 23/12/1968)



