Em geral, o confessionário é uma caixa de madeira, ora mais, ora menos bem construída; ora mais luxuosa, ora mais modesta, conforme as possibilidades da igreja em que se encontra.
Entretanto, ali se passa algo de uma grandeza verdadeiramente divina: o Sacramento da Confissão, pelo qual baixa sobre a alma do penitente uma graça que o torna capaz de travar batalhas morais que, por sua natureza, não travaria. De maneira que cada pessoa que sai do confessionário é como um herói que se levanta.
Podemos imaginar que inferno seria o mundo sem esse Sacramento? Se não pudéssemos nos abrir a respeito de nossos pecados e não tivéssemos a certeza do perdão?
Por outro lado, nesta época de decadência clerical, que o segredo do confessionário seja mantido, não torna ainda mais evidente o aspecto miraculoso do sigilo sacramental?
Apesar de tudo, de dentro dos pântanos desta crise, vemos sair um raio de luz da Santa Igreja. E por aí compreendemos quão bela e digna de amor é a Esposa Mística de Cristo.
Quando pensarmos em tudo isso, encontraremos mais resolução para combater os nossos pecados e para praticar a virtude.
(Extraído de conferências de 24/9/1969 e 18/2/1984)



