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Mater Christi

Nossa Senhora tem títulos tão excelsos como nenhuma mera criatura os pode ter iguais! Ela é Filha do Padre Eterno a um título muito especial; Esposa diretamente do Divino Espírito Santo e Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Invocação da qual todas as outras nascem

Todas as outras invocações são corolários da invocação suprema de Mater Christi. Nossa Senhora é o que Ela é, possui todos os outros predicados porque é Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo: Mater ­Christi. Evidentemente essa é a invocação da qual todas as outras nascem, como estrelas que se desprenderiam de um sol, é Nosso Senhor Jesus Cristo.

Mas Cristo é a Cabeça de um Corpo Místico, do qual, nós, os filhos da Igreja, somos os membros. Ora, se Maria é a Mãe de Cristo e Cristo é a Cabeça do Corpo Místico, Maria é também nossa Mãe.

À luz da doutrina do Corpo Místico de Cristo ressalta, pois, a missão de Maria. E se já terminou essa missão da Virgem na obra da Redenção objetiva, consumada na Cruz, ainda está se realizando a sua missão de colaborar em nossa redenção subjetiva.

São Luís Maria Grignion de Montfort, o grande devoto da escravidão de Maria, assim nos apresenta a missão da Virgem Santíssima: “Maria foi quem formou Jesus Cristo, Cabeça dos eleitos; a Ela incumbe também a missão de formar os outros membros, os verdadeiros cristãos. A mãe não forma a cabeça sem os membros, nem os membros sem a cabeça. Quem, pois, quiser, cheio de graça e de verdade, ser membro de Jesus Cristo, tem de ser formado em Maria, por meio da graça de Jesus Cristo, cuja plenitude nela reside, para se distribuir a mancheias aos verdadeiros membros de Jesus Cristo, que ao mesmo tempo são seus verdadeiros filhos”.1

Por meio de Nossa Senhora Deus veio a nós no Nascimento; foi por meio d’Ela que nós viemos a Deus no momento da Paixão, da Cruz, no momento da Redenção.

WGA (CC3.0)
Crucifixão – Museu Hermitage, São Petersburgo

Mãe e Advogada dos pecadores

Aí está o papel de Nossa Senhora como nossa Mãe e nossa Advogada. Mãe de Cristo, Ela é a Mãe de todos aqueles que nasceram para a graça de Nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso Ela tornou-Se Mãe dos pecadores e desempenha um papel que, de algum modo, o próprio Deus não poderia executar por ser Juiz. Ela é Mãe e sabemos que as mães não têm o papel de julgar. Elas são advogadas.

A mãe é naturalmente a advogada do filho. E, por mais miserável, imundo, asqueroso, mais crápula que seja o filho, a mãe o perdoa e pede a Deus que o perdoe também.

A mãe está solidária com o filho até quando o pai o abomina completamente. E é por isso que a Escritura diz: “A bênção paterna constrói uma casa e a maldição de uma mãe a arrasa até os alicerces” (cf. Eclo 3,11), porque quando um homem chega a ser amaldiçoado por sua mãe, acabou-se.

Mas Nossa Senhora é a Mãe supremamente boa, que reza por cada um de nós e, considerando que as chagas de Nosso Senhor foram feitas, em parte por meus pecados, Ela pede a Ele: “Meu Deus, meu Filho, pela minha inocência, pela minha virgindade, pelo amor que Vós sabeis que Eu Vos tenho, Eu Vos peço por ele… Essa chaga que Vós sofreis por causa dele, Eu Vos peço em nome dela, que o perdoeis”. E assim cada um de nós foi perdoado.

Por meio de Nossa Senhora Deus veio a nós no Nascimento; foi por meio d’Ela que nós viemos a Deus no momento da Paixão, da Cruz, no momento da Redenção.

Eu quereria isto: que cada vez mais todos fossem sendo habituados à ideia do sacrifício que vem da renúncia que Nossa Senhora irá exigir, do “não” que será preciso dizer e da dilaceração que isso pode representar. Enfrentar tudo isso dizendo: “Minha Mãe, ao pé da Cruz pedi-me forças, mas dai-me forças, porque só de mim eu não consigo! Ninguém realiza, sem a graça obtida por Vós, aquilo que Vós quereis. Obtende-me esses favores, obtende-os em união com todos os nossos intercessores na Terra e no Céu, porque Vós, ó Mater Christi, Vós presidis a todos e ninguém é semelhante a Vós”.

Pedir isso a Nossa Senhora, pedir com empenho e ir se preparando!

1) Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem, n. 32.

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