Como Mãe de Deus, a quem, além do mais, Ele deu o império sobre toda a Criação, Nossa Senhora tem o direito absoluto de mandar e, Ela ordenando alguma coisa, trata-se de obedecer. De outro lado, a Santíssima Virgem quis ser venerada, entre outros títulos, como a Mãe do Bom Conselho.
Tesouros da Igreja escondidos em cada invocação
Mater Boni Consilii é uma das invocações mais suaves, mais doces que há. Poucas invocações vêm tão a propósito quanto essa. Qual é o católico que não precisa a todo momento de um bom conselho de Nossa Senhora, ainda mais nos dias atuais? Além disso, qual é a mãe que a toda hora não está com vontade de dar um conselho ao filho?
Nossa Senhora do Bom Conselho é uma expressão muito correta, muito direita, mas diz um pouco menos da plenitude da posição d’Ela como conselheira do que o título de Mater Boni Consilii com que A venera a Igreja. Vê-se bem que Ela é Aquela que tem a sabedoria para dar o bom conselho, é Sedes Sapientiæ aconselhadora.
De outro lado, Nossa Senhora tem o amor para dar o conselho com inteira conformidade ao bem daquele a quem aconselha e, por causa disso, Ela não é Domina Boni Consilii, Ela é Mater Boni Consilii.
Mater Boni Consilii é uma das invocações mais suaves, mais doces que há. Qual é o católico que não precisa a todo momento de um bom conselho de Nossa Senhora?

Na Ladainha se reza Mater Boni Consilii, ora pro nobis… As pessoas não estudam os tesouros de beleza, de profundeza, que a Igreja tem em mente e nos ensina em todas as coisas. Deitando a atenção numa simples invocação como esta, das muitas da Ladainha Lauretana, Mater Boni Consilii, quanta riqueza de alma aparece a que, de um modo bruto, as pessoas não prestam atenção, passam por aquilo como um boi diante de um palácio. O que um animal entende do edifício? Nada. Assim também muita gente passa por essas maravilhas que o ensinamento da Igreja contém. Um dos modos de a Igreja ensinar é através da piedade, da oração: “Lex orandi, lex credendi – A lei de rezar indica a lei de crer”.
Mater Boni Consilii nos indica, assim, a perfeição do conselho.
Filhos que vivem à espera do bom conselho
À Mãe do Bom Conselho, o que nós devemos pedir?
Que tenhamos para com Ela o coração tão filial e, portanto, tão desprevenido, tão sem barreiras, a priori tão confiante e, no confiante em relação a uma mãe, se trata de saber não só que ela acerta, mas no desejo de receber o que ela vai dizer; portanto, ter fome do bom conselho, para que Ela faça de nós filhos do bom conselho, aqueles que gostam de ser, que pedem para ser, que vivem à espera do bom conselho para concordar, para caminhar, para pensar, para conformar-se desse modo. Esse é o esplendor do bom conselho.
De outro lado, um dos conselhos que a Mãe do Bom Conselho dá, é, evidentemente, de obedecer aos Mandamentos e, portanto, o espírito de obediência deve vir involucrado nesse espírito de conselho. Eu devo obediência Àquela que me aconselha, que tem a bondade de me ensinar e me afagar no momento de me dar uma ordem, Àquela que, de fato, poderia mandar em mim, ainda que não me ensinasse e não me afagasse. Eu devo ouvir o conselho sem vacilação nenhuma, eu obedecerei! Vou praticar o que Ela aconselha. Essa é a perfeição do bom conselho.
E à Mãe do Bom Conselho nós devemos pedir a graça de termos a alma aberta para receber o conselho, para executar a obediência.



