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Mater Purissima, Mater Castissima, Mater Inviolata

Invocações semelhantes com matizes diferentes

No tempo em que eu frequentava as Congregações Marianas, chamava-me muito a atenção o seguinte: à noite, havia reunião do mês de Maria, entravam primeiro os congregados marianos, ocupando os bancos da frente; depois vinham as Filhas de Maria, num número muito maior, levando um andorzinho com uma imagem de Nossa Senhora, e cantavam a Ladainha Lauretana junto com o coro.

Em certo momento entoavam: Sancta Virgo virginum, ora pro nobis. Depois: Mater Purissima, Mater Castissima, Mater Inviolata. E assim sucessivamente.

Uma primeira pergunta surgia: qual a diferença entre puríssima e castíssima? Entende-se por Mater Inviolata que Nossa Senhora permaneceu íntegra, intacta, antes, durante e depois do parto. Está perfeito.

Mas depois, acrescentava-se outra questão: já não está tudo dito no Purissima e no Castissima? Isso é uma repetição, ou os matizes não são bem os mesmos?

De fato, é bonito repetir as invocações como quem pega uma pedra reluzente e a gira para contemplar as várias facetas. Não se trata de um engano na vista. Na realidade, há um certo matiz que está dito, por exemplo, em Sancta Virgo virginum, que não transparece do mesmo modo em Purissima nem em Castissima.

Ora, a jaculatória Mãe Puríssima exprime uma pureza insondável, como nada houve na ordem do criado a não ser a humanidade santíssima de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ou seja, de todas as criaturas que Deus fez, a pureza de Nossa Senhora só foi, se possível, superada pela de seu Divino Filho.

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