Elias tinha um espírito, isto é, uma graça sobrenatural, mas possuía também uma mentalidade e um bom espírito que era fruto da correspondência à graça que ele comunicou ao seu discípulo Eliseu no momento de subir até o lugar onde ele espera a hora do cumprimento de sua missão histórica.
Em geral, há um empobrecimento ao se dar uma transmissão. O mestre dá, o aluno recebe, depois transmite para outro e, à medida que se transmite, o que é transmitido vai se adelgaçando. Entre Elias e Eliseu, pelo contrário, tão sobrenatural era o fato, que Eliseu recebeu duas vezes o espírito do mestre.
Portanto, era um dom vindo de Deus, concedido na previsão dos méritos de Nosso Senhor Jesus Cristo e das orações de Nossa Senhora.
Eis o que nós devemos cultivar mais do que tudo: o bom espírito, a união desse espírito católico, mariano, contrarrevolucionário, que faz exatamente a nossa coesão em todos os outros campos.
(Extraído de conferência de 20/7/1965)



