A linguagem teológica católica dá a Maria Santíssima o título de Onipotência Suplicante.
Parece haver uma contradição nos termos, porque a onipotência pode tudo, portanto, não é suplicante. E quem é suplicante não é onipotente; se pede é porque precisa, se necessita não é onipotente. Então, como se explica essa designação?
Nossa Senhora, de Si, não tem o poder de Deus, mas Ela é de tal agrado junto a Ele que, por suas súplicas, obtém tudo. Por essa forma Ela é onipotente, porque a sua oração tem um valor que nada do que Ela pede deixa de ser inteiramente atendido.
Assim, Ela é a Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, a quem nos dirigimos para pedir aquilo a que não temos direito.
Por vezes, a moleza mantém a pessoa presa aos defeitos e pecados. Ora, ela não dá ao mole o direito de ser forte; pelo contrário, ele fica prostrado na sua moleza. Mas a Santíssima Virgem pode, como que, tocar-lhe a fronte com a ponta dos dedos e transformá-lo em herói.
É uma metáfora, pois Nossa Senhora não precisa tocar em ninguém; Ela junta as mãos e pede a Deus uma graça para aquele querido molengo, que reconhece a vergonha e o horror que há em ser mole, e deseja ser um cruzado na luta contra o mal.
(Extraído de conferência de 3/11/1991)



