Corria o ano de 1937. Após uma novena a Santa Teresinha do Menino Jesus, o jovem Plinio encontrou um livro que marcaria para sempre sua vida: o Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem, de autoria do então Beato Luís Maria Grignion de Montfort. Com verdadeiro arroubo de entusiasmo, foi ele compilando todas as invocações que ia encontrando ao longo daquela preciosa leitura. Após termos publicado, nos números anteriores, comentários acerca da Ladainha de Nossa Senhora, contemplemos nas próximas páginas mais um exemplo de sua entranhada devoção à Santíssima Virgem. Os subtítulos são de autoria do próprio Dr. Plinio.
No Tratado da verdadeira devoção, em que altura São Luís Grignion coloca Nossa Senhora! Louvores que só seriam possíveis a Cristo, para Ela são possíveis, exatamente por causa da ideia de que todos os tesouros de Cristo foram dados a Ela e só depois se difundiram por toda a humanidade.

Poder-se-ia organizar isso sob forma de invocações, porque estas são as invocações montfortianas que não dispensam de nenhum modo as lauretanas, mas que têm um calor que daria exatamente para uma ladainha incomparável de Nossa Senhora, e que seria, ao mesmo tempo, um conjunto de pensamentos para se ter em vista, quando se fosse rezar a Nossa Senhora.
Aliás, eu estudei este livro quando era rapazinho como nunca estudei um livro de Direito em minha vida; tomei notas, fiz esquemas, que depois infelizmente perdi. Só tenho guardada uma ladainha com as mais bonitas invocações que tirei daí de dentro. É um ensinamento prodigioso!
(Extraído de conferências de 1 e 18/12/1965)

Grandezas de Maria
Maria,1 de quem o Padre Eterno quis depender, fazendo nascer de Vós o Divino Filho e pedindo para isso o vosso consentimento (140),2 rogai por nós!
Maria, de quem o Padre Eterno quis depender, fazendo sempre por vosso intermédio a distribuição de suas graças (140),
Maria, em quem Deus Se glorificou ao revelar seu esplendor, ocultando-o às outras criaturas (18),
Maria, em cujo seio o Filho Divino Se glorificou ao aprisionar-Se voluntariamente (18),
Maria, que merecestes que o Filho de Deus manifestasse sua força deixando-Se levar por Vós (18),
Maria, por quem Nosso Senhor Se deixou conter e guiar perfeitamente, e por quem também nós nos devemos deixar conter e guiar (157),
Maria, que sois o vas honorabile que conteve o próprio Deus (178),
Maria, que, como vas honorabile, sois o trono dos maiores príncipes da eternidade (178),
Maria, que sois o Paraíso no qual Ele encontra toda a sua glória em Se achar constantemente (261),
Maria, que, como Mãe de Nosso Senhor, sois a Rainha do Céu e da Terra (38),
Maria, que sois o molde em que Se formou natural e divinamente Nosso Senhor Jesus Cristo (220),
Maria, cujo Filho, em Vós, na Encarnação, aplacou a ira do Padre Eterno, recuperou a glória que o pecado Lhe tinha roubado e glorificou o Padre Eterno como nunca fora glorificado (248),
Maria, em quem Nosso Senhor, durante a Encarnação, operou tais maravilhas, que nem os Anjos as compreendem, e que por isso sois chamada pelos Santos a magnificência de Deus, como se Deus não fosse magnífico senão por Vós (248),
Maria, de quem o Beato Grignion diz que Nosso Senhor viveu só 33 anos, mas viveu mais do que Adão, porque bem viveu submetido a Vós para obedecer ao Padre Eterno (156),
Maria, de quem o Divino Espírito Santo quis depender para formar todos os membros do Cristo Místico (140),
Maria, que tivestes mais Fé do que todos os Patriarcas, Apóstolos e Profetas junto (214),
Maria, que, por isso, sois a conservadora da Fé da Santa Igreja (214),

Maria, que, por isso, dais a vossos escravos uma fé puríssima, indiferente ao aspecto sensível (214),
Maria, que os Santos declararam ter uma caridade incomensurável e maior do que toda a Terra (7),
Maria, que sois a criatura mais unida a Nosso Senhor (63),
Maria, cuja humildade é um dos mais tocantes prodígios da graça (3, 4),
Maria, que os Santos declararam ter um poder de extensão incompreensível, até sobre o próprio Deus (7),
Maria, que os Santos declararam possuir um abismo de virtudes cuja profundeza ninguém poderia sondar (7),
Maria, que fostes chamada Maria porque sois um mar de graças (23),
Maria, cujas intenções inconcebivelmente puras davam mais glória a Deus do que todas as criaturas juntas (222),
Maria, cujas menores ações, como por exemplo, dar um ponto de agulha, deram mais glória a Deus, Nosso Senhor, do que, por exemplo, o tremendo martírio de São Lourenço, e todos os Santos com suas ações as mais heroicas, martírios, etc. (222),
Maria, a quem toda a Criação homenageia incessantemente (8),
Maria, a quem todos os Anjos dizem incessantemente “Sancta, Sancta, Sancta Maria Dei Genitrix et Virgo”3 (8),
Maria, de quem os Santos dizem que nunca fostes suficientemente servida e honrada (10),
Maria, a quem os Anjos dizem milhões de vezes por dia “Ave Maria” (8),
Maria, a quem os Anjos se têm por honrados e apressados em servir, correndo em auxílio de vossos fiéis (8),
Vantagens da devoção a Maria
Maria, cuja devoção – consistindo em, por humildade, nos servirmos sempre de Vós como intermediária junto a Nosso Senhor – nos proporciona o sermos mais facilmente ouvidos, porque a Nosso Senhor agradam os corações contritos e humilhados (143),
Maria, de quem São Bernardo dizia que não há dom algum, esperança alguma, graça alguma, que não venha de Vós (141),
Maria, de quem, até a consumação dos séculos, virão as graças a serem distribuídas aos homens (198),
Maria, de quem São Bernardo dizia que devemos sempre nos servir como Intermediária junto a Nosso Senhor, a menos que queiramos ser rejeitados (149),
Maria, que sois um cofre em que estão depositadas, para os homens, todas as glórias e riquezas de Deus (196),
Maria, que sois tão necessária às criaturas que, quando trabalham sem Vós, podem dizer como São Pedro: “Per totam noctem laborantes, nihil cepimus”4 (218),
Maria, que, quando trabalhais com vossos escravos, eles trabalham de dia e não de noite, porque em Vós não há noite nem trevas, e vossos escravos pescam muito (218),
Maria, que dais a felicidade aos que se abandonam, confiam e perdem em Vós (179),
Maria, a quem se aplica em sentido espiritual a frase dos Salmos: “Senectus mea in misericordia uberi”,5 porque é na misericórdia de vosso seio, no qual Se encarnou o Verbo, que vossos devotos, posto que ainda jovens, adquirem as luzes, a santidade, a experiência e a sabedoria próprias aos velhos, de forma a atingir em poucos anos a plenitude da idade de Nosso Senhor Jesus Cristo (156),
Maria, que sois nossa ligação junto à Vinha Divina, de quem somos ramos (68),
Maria, que nos obtendes o sermos a boa terra em que o Divino Lavrador colhe o tríntuplo ou mais do que semeou (68),
Maria, que sois nossa ligação junto ao Pastor Divino, que multiplica e dá a vida por suas ovelhas (68),
Maria, que sois nossa Medianeira imensamente acessível (88),
Maria, que sois uma Advogada tão industriosa, que conheceis todos os segredos necessários para conquistar o Sagrado Coração de Nosso Senhor (150),
Maria, a quem Deus, Nosso Senhor, nunca recusou coisa alguma (85),
Maria, que sois uma Advogada tão misericordiosa, que a ninguém recusais, por pior que seja (150),
Maria, cujos devotos conseguem ser humildes, imitando-Vos a Vós, cuja glória é toda interior (196),
Maria, que podeis mostrar-nos claramente nossa incapacidade para todo o bem (79),
Maria, que podeis mostrar-nos claramente nossa constante inconstância (79),
Maria, que podeis mostrar-nos claramente nossa indignidade de qualquer graça (79),
Maria, que podeis mostrar-nos claramente quanto nos corrompeu a culpa original (79),
Maria, que podeis mostrar-nos claramente quanto nos enfraqueceram os nossos próprios pecados mortais ou veniais, ainda que perdoados (79),
Maria, que podeis mostrar-nos claramente quantos males tais pecados deixam em nossas almas (79),
Maria, que isentais nossas ações de todos os seus apegos naturais e todas as manifestações de amor-próprio (146),
Maria, cujos devotos encaram como brincadeiras de criança todas as coisas quando comparadas à obra de seu aperfeiçoamento interno (196),
Nossa Senhora é a salvação das almas
Maria, que fostes designada pelo Padre Eterno para habitar nas almas (37),
Maria, que, portanto, tendes, por ordem divina, um especial domínio sobre as almas (37),
Maria, que recebestes do Padre Eterno sua própria fecundidade para produzir o Corpo do Filho de Deus e seu Corpo místico (17),
Maria, que sois o único caminho pelo qual o Altíssimo desceu aos pequeníssimos, e que, portanto, deveis ser o caminho pelo qual os pequeníssimos podem subir ao Altíssimo (157),
Maria, que fostes a intermediária para receber Nosso Senhor, porque o mundo era indigno disso (16),
Maria, por cujo intermédio Nosso Senhor veio a nós sem Se diminuir, e que, portanto, sois nosso caminho para chegar a Ele, sem O diminuir (157),

Maria, que sois o caminho fácil para ir a Nosso Senhor, porque sois o caminho cheio de plenitude da graça e unção do Espírito Santo (168),
Maria, que sois indispensável para o nascimento do Jesus Místico, de quem sois a Mãe (17, 37),
Maria, que sois o Paraíso no qual se encontra a verdadeira árvore da vida, que carregou Nosso Senhor como fruto (261),
Maria, cujo seio é o Paraíso em que as almas são formadas em Nosso Senhor, porque os Padres a chamam a sala dos sacramentos divinos,6 e foi nele que Nosso Senhor Jesus Cristo e todos os eleitos foram formados (264),
Maria, que, como Esposa do Divino Espírito Santo, com Ele produzis o Filho nas almas (18, 25),
Maria, que sois indispensável em uma alma, para que nela o vosso Esposo, o Divino Espírito Santo, produza seus frutos (20, 21, 36),
Maria, por cujo intermédio sempre se fizeram e sempre se farão as maiores obras de Deus (15),
Maria, por cujo intermédio Nosso Senhor quis começar seus milagres e continuará todos, especialmente os mais importantes, isto é, os da graça (19),
Maria, cujas orações foram as únicas a ter o mérito suficiente para determinar a Encarnação, e, portanto, o nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo nas almas e o seu reinado social (16),
Maria, que sendo Rainha do Reino de Cristo, que se realiza principalmente nas almas, sois a Rainha das almas (38),
Maria, cuja devoção é meio necessário para a salvação (40),
Maria, que, como a grande santificadora, podeis só Vós restaurar o reinado social de Nosso Senhor Jesus Cristo,
Maria, por cujo intermédio se restabelecerá o reinado social de Nosso Senhor Jesus Cristo (1, 16, 17),
Maria, de quem o Beato Grignion dizia: “Ut adveniat regnum tuum, adveniat regnum Mariæ”7 (217),
Maria, que sois a reparadora do gênero humano (28),
Maria, que sois a exterminadora dos inimigos de Deus (28),
Maria, que sois a fiel companheira de seus triunfos e grandezas (28),
Maria, que brilhareis com glória inconfundível nos últimos tempos (50),
Maria, que tereis em uma época futura diversas almas que se perderão em Vós e serão verdadeiras cópias de Vós (217),
Maria, a quem está reservada a formação dos grandes Santos que brilharão no fim do mundo (35, 46, 47-8, 49, 55),
Maria, que tendes uma especial solicitude pelas almas que vossos escravos querem proteger (132),
Maria, de quem se diz que o não amar-Vos é sinal e causa de condenação, como foi causa de condenação de Esaú o não amar a Rebeca (188),
Maria, que, como medianeira, sois imensamente acessível (85),
Maria, a quem Deus nunca recusou coisa alguma (85),
Maria, que tendes preces incomparavelmente mais poderosas que as de Moisés, a quem Deus Nosso Senhor pediu que não lhe rogasse pelos pecadores, para que Ele pudesse castigá-los8 (27),
Maria, de quem o Eclesiástico diz: “Qui operantur in me non peccabunt – os que estão em Mim para trabalhar não pecarão”9 (175),
Maria, a quem Nosso Senhor conserva no Céu a mesma submissão que Vos tributava na Terra quando Menino, e, portanto, sois Intercessora Onipotente (27),
Maria, que por vossa humildade merecestes que Deus Vos incumbisse de fazer ocupar os tronos que o orgulho dos demônios deixara vazios (28),
Maria, que sois o General dos exércitos de Deus (28),
Maria, que sois a Tesoureira de Deus (28),
Maria, de quem São João Damasceno dizia: “Tendo confiança em Vós, ó Mãe de Deus, eu me salvarei, tendo vosso apoio, não temerei; com vosso auxílio, combaterei e porei em fuga meus inimigos; porque a devoção a Vós é uma arma de salvação que Deus dá aos que Ele quer salvar” (182),
Maria, que sois a Âncora à qual são “felizes, mil vezes felizes, os que a ela se agarram”, diz o Beato Grignion (175),
Maria, que sois a Âncora à qual se agarram todos os Santos (175),
A devoção
Maria, de quem se diz que aquele que trabalha convosco é como quem fabrica uma estátua vertendo a matéria-prima no belo molde de Cristo, que sois Vós, que fostes quem O conteve (219),
Maria, que, assim, proporcionais aos vossos escravos um meio maravilhoso de, fácil e rapidamente, se transformarem em outros Cristos (219),
Maria, de quem se diz que os que trabalham sem Vós fazem sua perfeição como uma estátua de pedra, trabalhada a martelo e cinzel e com grande esforço (216),
Maria, que livrais vossos escravos das inúmeras cruzes que a santidade custa aos que a querem (152),

Maria, que livrais vossos escravos das muitas dificuldades que se encontram no caminho da santidade (152),
Maria, que livrais vossos escravos das noites obscuras do caminho da santidade (152),
Maria, que livrais vossos escravos dos estranhos combates do caminho da santidade (152),
Maria, que livrais vossos escravos das montanhas escarpadas do caminho da santidade (152),
Maria, que livrais vossos escravos dos espinhos tremendos do caminho da santidade (152),
Maria, que livrais vossos escravos dos desertos horrorosos do caminho da santidade (152),
Maria, a quem Bento XV chamou o caminho rápido e reto para chegar a Nosso Senhor Jesus Cristo,10
Maria, de quem o Beato Grignion disse que sois o caminho rápido e que, em Vós, se caminha com mais alegria e facilidade (155),
Maria, que estais sempre presente a vossos escravos para iluminá-los em suas trevas (152),
Maria, que estais sempre junto aos vossos escravos, para dissipar seus receios (152),
Maria, de quem o Beato Grignion disse que sois o caminho no qual se caminha para Nosso Senhor com passos de gigante (155),
Maria, que sois um caminho virginal de rosas e de mel para chegar a Nosso Senhor Jesus Cristo (152),
Maria, que fostes o caminho de todos os Santos, de santidade fácil e suave (152),
Maria, que sois um caminho mais meritório para ir a Jesus do que outro caminho que tivesse todos os méritos dos Santos, e em que todos os Anjos e Santos auxiliassem a quem nele caminhasse (245, 158),
Maria, que sois o caminho imaculado para ir a Jesus (158),
Maria, que sois o caminho fulgurante, glorioso e cheio de esplendor, pelo qual Nosso Senhor virá novamente ao mundo (158),
Maria, que fostes, em escala muito maior, o caminho dos Santos de santidade difícil (152),
Maria, que a despeito de serdes o caminho suave, dais a vossos fiéis, como recompensa, enormes cruzes (153),
Maria, que sois exatamente o caminho suave, porque lhes tornais suportável carregar as enormes cruzes diante das quais outros sucumbiriam (154),
Maria, que sois o açúcar em que se induzem as amaríssimas nozes verdes do sofrimento, que assim se tornam comestíveis (154),
Maria, por cujo intermédio Deus Se fez semelhante aos homens, e por cujo intermédio os homens se devem fazer semelhantes a Deus (157),
Maria, a quem obedecer fiel e submissamente é acumular em pouco tempo grandes tesouros (156),
Maria, de quem o Espírito Divino diz que o homem que honra sua mãe é como aquele que acumula tesouros (156),
Maria, que sois tão virtuosa, que obtivestes perante Deus graça para nós e para o mundo inteiro (164),
Maria, que obstais a que Nosso Senhor castigue os pecados de vossos Santos (174),
Maria, que sois quem guia as pessoas de oração sem que elas tenham de recear as habituais ilusões (168),
Maria, que impedis que se dissipem as virtudes de vossos Santos (246, 174),
Maria, que impedis que pereçam os méritos de vossos Santos (174),
Maria, que impedis que se percam as graças de vossos Santos (174),
Maria, que impedis que os demônios prejudiquem vossos Santos (174),
Maria, que, como vas insigne devotionis (247), sois a moradia dos mais ilustres em virtudes, graças e doçuras (178),
Maria, que podeis fazer-nos conhecer a nossa corrupção e mal, que o Divino Espírito Santo chama nossos corpos de corpos do pecado, concebidos no pecado, alimentados no pecado, capazes só de pecado, corrompendo-se cada vez mais, e engendrando só o pecado e a corrupção (79),
Maria, que podeis fazer-nos conhecer que, de nossa parte, só há orgulho e cegueira de espírito, endurecimento de coração, concupiscência e paixões, que somos mais orgulhosos do que pavões e mais invejosos do que serpentes; mais irritáveis do que tigres, mais preguiçosos do que tartarugas e mais frágeis do que arbustos; mais inconstantes do que ventoinhas; que contemos em nós somente o pecado e o nada, e só merecemos a ira de Deus e o inferno eterno (79),
Modo de devoção
Maria, que sois obrigatoriamente nossa Medianeira, porque seria a negação da humildade apresentarmos a Deus nossas obras tremendamente imundas perante Ele (83),
Maria, que sois obrigatoriamente nossa Medianeira, porque a misericórdia de que Nosso Senhor usou conosco não é motivo para que O respeitemos menos (85),
Maria, cujos filhos devem venerar a Encarnação de modo especial, porque a Encarnação é o reinado de Jesus em Vós, e foi aí que, de acordo convosco, Nosso Senhor escolheu todos os eleitos (248),
Maria, cujo Filho operou em Vós, no tempo da Encarnação, tais mistérios e tão grandes maravilhas, que nem os Anjos nem os homens os compreendem (248),

Maria, que sois, portanto, o Trono de glória do Padre Eterno (248),
Maria, cujos devotos devem honrar a Encarnação, porque encerra em si todos os Mistérios da Vida de Nosso Senhor (248),
Maria, cujos devotos devem honrar especialmente a Encarnação, porque, segundo o número anterior, este Mistério encerra em si as graças de todos os outros (248),
Maria, cujos devotos devem, especialmente, honrar a Encarnação porque aí Vós figurais o Trono da Misericórdia de Nosso Senhor, que aí a ninguém rejeita (248),
Maria, cujos devotos devem ter uma devoção especial pela Encarnação, para honrar a submissão que, então, Vos teve Nosso Senhor (243),
Maria, cujos devotos devem honrar especialmente a Encarnação, para agradecer as graças que recebestes então, especialmente o terdes sido escolhida como Mãe do Verbo, o que foi feito neste Mistério (243),
Maria, que sois o cofre forte em que devemos depositar nossos tesouros de graças, porque a Vós o demônio nunca arrombará como nos arromba a nós (177),
Maria, a quem vossos devotos devem entregar sem reservas seu corpo e sua alma (197),
Maria, que sois o vas spirituale, honorabile, insigne devotionis, no qual devemos depositar os tesouros de nossa alma (178),
Maria, que quereis que vossos fiéis comecem e acabem convosco todas as suas ações e, portanto, também todas as suas orações (115),
Maria, cuja Ave-Maria é a melhor saudação que se Vos possa fazer, porque é a que o Padre Eterno Vos mandou fazer por intermédio de um Arcanjo (252),
Maria, cuja Ave-Maria, quando bem recitada, é a alegria dos Anjos, a melodia dos Predestinados, o cântico do Novo Testamento, o vosso prazer e a glória da Santíssima Trindade (253),
Maria, cuja Ave-Maria é para Vós tão cheia de encantos secretos, que Vos arrancou o consentimento de ser a Mãe de Deus, apesar de vossa humildade (252),
Maria, cuja Ave-Maria é um beijo casto e amoroso que se Vos dá (253),
Maria, cuja Ave-Maria é, para Vós, como uma pérola, uma rosa ou uma taça de ambrosia que se Vos dá (253),
Maria, cuja Ave-Maria, segundo uma revelação de Alain de la Roche,11 sendo bem recitada, é sinal de salvação; e mal recitada, sinal de perdição (250),
Maria, cuja Ave-Maria, segundo diversos Santos, é indispensável para que as almas não produzam apenas cardos e espinhos (249),
Maria, cuja Ave-Maria, bem recitada, produz a santificação da alma (253),
Maria, cuja Ave-Maria é um orvalho celeste que dá fecundidade à alma (253),
Maria, cuja Ave-Maria, bem recitada, põe em fuga o demônio (253),
Maria, cuja Ave-Maria, segundo São Domingos e outros Santos, tem uma eficácia maravilhosa para converter as almas (250),
Maria, cuja Ave-Maria, segundo diversos Santos, tendo sido o ponto de partida da salvação do mundo, deve também ser o ponto de partida da salvação de cada indivíduo (249),
Maria, cuja Ave-Maria, segundo os mesmos Santos, faz germinar em nós a palavra de Deus, e produz seu fruto próprio, isto é, Nosso Senhor Jesus Cristo (249),

Maria, cuja Ave-Maria mereceu todas as considerações acima por parte de Santos (253),
Maria, cujos escravos terão por característica uma grande devoção à Ave-Maria (249),
Maria, cujo Magnificat deve ser recitado para agradecer os benefícios que recebestes (255),
Maria, cuja única oração por Vós composta é o Magnificat, que por isso tem um imenso valor (255),
Maria, cujo Magnificat é o maior sacrifício de louvor feito a Deus no Novo Testamento (255),
Maria, cujo Magnificat encerra tais mistérios, que os próprios Anjos os ignoram também eles (255),
Maria, cujo Magnificat é tão admirável que Gerson12 só empreendeu escrever sobre ele no fim de sua vida de estudos, e o fez tremendo (255),
Maria, cujo Magnificat no versículo “fecit potentiam”13 afugenta os demônios (253),
Maria, cujos devotos devem rezar diariamente, durante toda a sua vida, a vossa pequena coroa (234),
Maria, de quem São Bernardo dizia que, assim como sois a Intermediária de todas as graças que vêm de Nosso Senhor, assim também deveis ser a Intermediária de todas as ações de graças que vão a Ele (255),
Maria, cujo Magnificat era rezado por Vós depois de vossas Comunhões, como ação de graças (255),
Maria, cujos devotos são amigos da oração, à qual se dedicam em vossa companhia (196),
A escravidão
Maria, de quem ser escravo espiritual é um segredo da graça que nos permite progredir na vida espiritual rápida e suavemente, análogo aos segredos da natureza, que nos permitem fazer rápida e suavemente certas operações naturais, por si dificílimas (82),
Maria, de quem ser escravo é uma honra, porque o Filho Se deixou aprisionar em Vós e Se escravizar em Vós durante trinta anos (139),
Maria, de quem ser escravo é tão nobre, que o Filho deu mais honra ao Padre Eterno ficando dentro de Vós, do que se tivesse convertido o mundo inteiro (139),
Maria, cujo escravo espiritual tem uma dignidade superior à de todos os reis e imperadores da Terra (135),
Maria, de quem ser escravo espiritual é de valor tão inestimável, que toda a Terra não seria bastante para pagá-lo (135),

Maria, cuja escravidão espiritual vale tanto, que basta considerar o seguinte: se Nosso Senhor dá o cêntuplo desde este mundo aos que abandonam tudo por Ele quando se trata de bens materiais, o que se dizer, portanto, dos que abandonam os próprios bens espirituais, imensamente mais valiosos (137),
Maria, de quem ser escravo espiritual dá valor ao próprio sono e a todas as ações, ainda que não pensemos em Nosso Senhor ou em Vós ao fazermos tais ações (136),
Maria, cujos escravos devem fazer tudo para Vós como vossos escravos, e principalmente propagar a vossa verdadeira devoção e combater a falsa (265),
Maria, cujos escravos devem fazer tudo isso com a única finalidade de Vos servirem como a sua Senhora (265),
Maria, que quereis que vossos devotos Vos sirvam por Vós e não por um fito de lucro temporal OU ESPIRITUAL (110),
Maria, cujo devoto, possuído de tais sentimentos, Vos é muito precioso e agradável (110),
Maria, que, cada vez que um de vossos escravos Vos louva, serve ou faz um ato de amor, Vós louvais, servis ou fazeis um ato de amor perfeitíssimo a Deus Nosso Senhor (225); que, portanto, proporcionais a vossos escravos meios para fazer a Nosso Senhor atos de amor perfeitíssimos (225),
Maria, que, cada vez que alguém diz “Maria”, dizeis “Deus”, porque sois toda relativa a Deus, e por isto, quando Santa Isabel Vos louvou, respondestes “Magnificat anima mea Dominum”14 (225),
Maria, que empregais para a maior glória de Deus todas, mas absolutamente todas as obras de vossos escravos, com um acerto absoluto (151),
Maria, cujos devotos devem ser movidos inteiramente por vosso espírito, sempre e em tudo, como a harpa nas mãos de quem a tange (259),
Maria, a quem vossos escravos se devem, portanto, abandonar como uma pedra que se joga no mar (259),
Maria, em cujas intenções entram vossos escravos, participando assim da sublimidade de vossos desejos. Como todas as suas ações estão unidas a vossos desejos e como vossos desejos têm um mérito quase infinito, suas ações têm um mérito imenso (222),
Maria, que, portanto, por meio da união de vossos desejos, sois capaz de fazer em vossos escravos as maiores maravilhas da graça, desde que eles queiram perder-se inteiramente em Vós e tenham grande boa vontade (222),
Maria, que, por meio da escravidão a Vós, proporcionais a vossos escravos o meio de fazer a caridade de modo constante, abundante e eminente (171 e 172),
Maria, que, portanto, nos permitis assim de colaborar para a salvação de inúmeras almas, sendo que salvar uma só alma é melhor do que criar o Céu e a Terra (172),
Maria, cujo espírito se comunicará aos que são fiéis à devoção de vossa escravidão para que o Senhor seja magnificado e para que se exulte em Deus (217),
Maria, que ireis adquirindo um número cada vez maior de escravos até que o Divino Espírito Santo, vendo sua Esposa como que reproduzida nas almas, as encherá com seus Dons, e especialmente, o da Sabedoria, para operar maravilhas da graça (217),
Maria, cujos escravos devem fazer todas as suas ações convosco, isto é, tendo sempre em vista o modo pelo qual Vós as faríeis (260),

Maria, cujos escravos devem, especialmente nisto, atender à vossa vivíssima Fé, profunda humildade e virginal pureza (260),
Maria, que comunicais a vossos escravos vossa humildade, vossa pureza e vossas virtudes (144),
Maria, que, por isto, dais a vossos escravos uma Fé penetrante, que dará a vossos escravos acesso ao próprio coração de Deus (214),
Maria, que dais a vossos escravos uma Fé corajosa e capaz de grandes empreendimentos “ad maiorem Dei gloriam”15 (214),
Maria, que proporcionais a vossos escravos a luz do Divino Espírito Santo para que vossos escravos reconheçam humildemente a sua profunda indignidade (213),
Maria, que alimentais vossos escravos com o Pão do espírito e o Vinho que gera virgens (258, 208),
Maria, que mantendes vossos escravos na máxima abundância de alimentos espirituais (208),
Maria, cujos escravos devem repetir constantemente o abandono a Vós como meio mais seguro de se santificar rapidamente. E essa rapidez será tanto maior, quanto maior for a frequência desses atos de abandono (259),
Maria, cujos escravos se enchem assim de vosso espírito, que é doce, forte, zeloso e prudente, humilde, corajoso, puro e fecundo (258),
Maria, que Vos dais sem reservas a quem se Vos dá sem reservas também (181),
Maria, de quem Santo Ambrósio dizia: que o espírito de Maria esteja em cada um, para glorificar o Senhor; que o espírito de Maria esteja em cada um para se rejubilar em Deus (259, 258),
Maria, de quem se pode dizer: “qui spiritu Mariæ aguntur ii sunt filii Mariæ”,16 como São Paulo dizia: “Qui spiritu Dei aguntur, ii sunt filii Dei”17 (258),
Maria, que amais vossos escravos por reconhecimento e gratidão, porque realmente eles Vos amam (201),
Maria, que amais vossos escravos porque Deus os ama (201),
Maria, que amais vossos escravos porque eles se consagram inteiramente a Vós, e são vossa herança (201),
Maria, que amais mais um de vossos escravos do que todas as mães do mundo, com seus amores somados, amariam seu filho único (202),
Maria, que amais vossos escravos porque realmente eles são vossos filhos, por uma filiação sobrenatural, o que é imensamente valioso (201),
Maria, que sois o Paraíso do novo Adão, que é Nosso Senhor, Paraíso no qual devem ser feitas todas as obras de vida interior, orações etc., e de vida exterior de vossos escravos (261),

Maria, que sois o Paraíso e a terra virginal e imaculada da qual foi formado o novo Adão, por operação do Espírito Santo que habita em Vós (261),
Maria, que sois o Paraíso no qual se encontra a árvore da ciência do bem e do mal que iluminou o mundo (261),
Maria, que sois o Paraíso no qual se encontram as árvores plantadas pelas mãos do próprio Deus, regadas pela graça da unção divina, e que dão constantemente frutos de sabor divino (261),
Maria, que sois o molde no qual vosso escravo, que é a matéria-prima, se deve perder inteiramente (219),
Maria, cujo escravo deve ser fundido e liquefeito, isto é, a matéria-prima antiga deve estar transformada para que o molde sirva (221),
Maria, cujos escravos têm por principal fim honrar-Vos na Encarnação de vosso Filho Divino em Vós (243),
Maria, que exigis de vossos escravos a confiança que um filho deposita em sua boa mãe (107),
Maria, em quem vossos verdadeiros escravos depositam uma confiança absolutamente ilimitada (199),
Maria, que sois o Paraíso no qual há lindos prados verdes de esperança (261),
Maria, que sois o Paraíso no qual há casas encantadoras de confiança (261),
Maria, que dotais vossos escravos de uma grande confiança em Deus, uma absoluta ausência de escrúpulos e de receios nocivos (169),
Maria, em quem a alma é liberta de suas perturbações, receios e escrúpulos (264),
Maria, que quereis que vossos escravos recorram a Vós em todas as circunstâncias e necessidades, e que o façam com simplicidade, ternura e confiança (107),
Maria, que não quereis que vossos filhos tenham receio de Vos importunar e forçar, de tanto pedir (107),
Maria, a quem vossos verdadeiros escravos recorrem constantemente e em todas as ocasiões (199),

Maria, a quem vossos escravos revelam com absoluta liberdade todos os seus sofrimentos (199),
Maria, que encheis de confiança os vossos escravos, porque eles se aproximam de Deus por vosso intermédio, e por isso confiam na misericórdia de Deus (216),
Maria, de quem podemos dizer como São Boaventura: “Ecce Domina salvatrix mea; fiducialiter agam, et non timebo, quia fortitudo mea, et laus mea in Domino es tu”18 (216),
Maria, que fazeis com que vossos escravos conversem confidencialmente com Deus, como seu Pai que é (216),
Maria, que dotais vossos escravos de uma grande confiança em Deus, fazendo-os perceber que este é seu Pai (169),
Maria, de quem dizia São Boaventura: “Totus ego sum, et omnia mea tua sunt, o Virgo gloriosa super omnia benedicta; ponam te ut signaculum super cor meum, quia fortis est ut mors dilectio tua”19 (216),
Maria, de quem vossos escravos podem dizer como o Salmista: “Senhor, nem meu coração nem meus olhos têm motivo algum para se elevar e se orgulhar, nem procurar as coisas grandes e maravilhosas, e com isso ainda não sou humilde; mas ergui e encorajei minha alma pela confiança; sou como uma criança privada dos prazeres da Terra e apoiada sobre o seio de minha mãe e é sobre este seio que sou cumulado de bens”20 (216),
Maria, que protegeis vossos escravos para que não temam (174),
Maria, que dotais vossos escravos da grande liberdade interior própria aos filhos de Deus (169 e 170),
Maria, que conduzis vossos escravos para que não se fatiguem (174),
Maria, que auxiliais vossos escravos para que se salvem (174),
Maria, que sois o Paraíso no qual há riquezas inexplicáveis (261),

Maria, que sois o Paraíso no qual Nosso Senhor habitou durante nove meses e onde patenteou suas riquezas com a magnificência de um Deus (261),
Maria, que sois o Paraíso no qual estas coisas se encontram porque aí foram deixadas por Nosso Senhor quando aí habitou (261),
Maria, cuja escravidão nos dá grande desprezo por nós e grande confiança em Vós (145),
Maria, que sois o nosso tesouro perante Nosso Senhor, porque tudo Vos devemos, e toda Vos dais a nós (145),
Maria, que sois nosso suplemento e nosso tudo perante Nosso Senhor (144),
Maria, que aplacais vosso Filho em relação a vossos escravos (211),
Maria, que engrandeceis aos olhos de Deus, Nosso Senhor, vossos escravos, como Rebeca fez parecer aos olhos de Isaac que Jacó era Esaú (207),
Maria, que fazeis Deus tratar o mau escravo como se fosse bom, assim como Rebeca fez com que Isaac tratasse Jacó como se fosse Esaú (Gn 27, 1-29) (211),
Maria, de quem vossos escravos podem dizer como Davi “hæc facta est mihi”,21 Maria foi feita para mim (179),
Maria, em quem vossos escravos devem ter uma confiança especial, porque tendo depositado em Vós todo o seu tesouro, devem confiar mais em Vós do que neles, (216),
Maria, de quem vossos escravos podem dizer “Ela é minha e eu sou d’Ela” (179),
Maria, de quem vossos escravos podem dizer como São João Evangelista: “Tomei-a como sendo todo o meu bem” (cf. Jo 19, 27) (179),
Maria, de quem vossos escravos podem dizer: “Omnia mea tua sunt, et omnia tua mea sunt”22 (179),
Maria, que Vos dais inteira e de modo inefável a todo aquele que, por meio da escravidão, se dá todo a Vós (144),
Maria, que apresentais nossas ações com que Vos presenteamos a Nosso Senhor, revestidas de uma admirável beleza que Vós lhes comunicais (224),
Maria, que sois liberalíssima em bens naturais e sobrenaturais para vossos escravos (133),
Maria, que afogais vossos escravos no abismo de vossas graças (144),
Maria, que sois o Paraíso no qual há doçuras inexplicáveis (261),
Maria, que sois o Paraíso em que há um dia formoso sem noite, da humanidade santa (261),
Maria, que sois um Paraíso da Divindade, no qual há um belo sol sem sombra (261),
Maria, a quem vossos verdadeiros escravos recorrem para saborear alguma doçura no meio de suas amarguras (199),
Maria, que sois o Paraíso de dificílimo acesso, porque em lugar de ser defendida a entrada por um Arcanjo, o é pelo próprio Espírito Santo (263),
Maria, que proporcionais uma felicidade imensa para os que conseguem entrar neste Paraíso e aí ficar (263),
Maria, que comunicais a felicidade a vossos escravos, pela abundância das consolações com que os cumulais (200),
Maria, que sois o Paraíso em que a alma é alimentada pelo leite de vossa graça e misericórdia materna (264),
Maria, que sois o Paraíso em que só se pode entrar, quando nossa fidelidade tiver obtido essa graça (264),
Maria, que sois o Paraíso no qual a gente, uma vez tendo entrado, deve conservar-se com deleite; repousar com paz; apoiar-se com confiança; perder-se sem reservas (264),
Maria, que suavizais tanto a vida espiritual de vossos escravos, que o jugo de Deus apodrece sobre eles com o óleo da devoção,
Maria, “Iugum eorum computrescet a facie olei”23 (208),
Maria, que ajudais e fortificais vossos escravos para carregarem o jugo de Deus (206),
Maria, que dilatais os corações dos vossos escravos para que corram no caminho dos Mandamentos de vosso Filho (215),
Maria, que sois o Paraíso no qual há torres inexpugnáveis de força (261),
Maria, que impedis que vossos escravos sejam iludidos pelo demônio (209),

Maria, que defendeis sempre vossos escravos, e que para isso condescendeis com todas as suas fraquezas, Vos abaixais para lhes falar e os defendeis como o faria um exército (210),
Maria, que aconselhais sempre vossos escravos (204),
Maria, que sois o Paraíso em que nunca penetraram o demônio, o mundo e o pecado, e por isso sois o Paraíso em que se refugiam dos males acima e não pecam os que nele se encontram: “Qui operantur in me, non peccabunt”.24 E, por isso, os que residem em Vós nunca pecarão gravemente (264),
Maria, que sois o guia de vossos escravos no difícil caminho da vida espiritual (209),
Maria, que, sendo conhecedora de todas as bênçãos e maldições de Nosso Senhor, e de todas as graças que Ele quer dar, tudo dispondes com grande antecedência para favorecer vossos escravos (203),
Maria, que, depois de terdes conseguido para vossos escravos as maiores graças, vigiais para que eles as conservem e o demônio não lhas roube (212),
Maria, que sustentais vossos escravos para que não caiam (174),
Maria, que sois quem mantém na fidelidade a vossos escravos (175),
Maria, que impedis, por meio de uma grande abundância de graças, que vossos escravos recuem no caminho da santidade (175),
Maria, que Vos tornais depositária das graças que vossos escravos Vos dão, e que, portanto, em estrita justiça, sois obrigada a não as perder (176),
Maria, cuja escravidão constitui a pobreza levada a seus últimos limites (133),
Maria, cuja escravidão nos faz usar da mais extrema liberalidade para convosco, que sereis, por vossa vez, ainda mais liberal para conosco: cum liberali, liberalis erit25 (138),
Maria, que sois o Paraíso no qual há uma fornalha ardente de caridade, na qual todo o ferro que é colocado se transforma em ouro (261),
Maria, que deveis matar ao pecado os vossos escravos (197),
Maria, que matais à vida natural vossos escravos (205),
Maria, que preparais vossos escravos de forma a serem agradáveis a Nosso Senhor (197),
Maria, que purificais e tornais agradáveis a Deus os vossos escravos (205),
Maria, que sois a Virgo fidelis que repara a infidelidade de Eva (175),
Maria, que fazeis com que Deus abençoe a todos os que abençoam vossos escravos, e amaldiçoe a todos que os amaldiçoam (207),
Maria, que certa vez destes a uma vossa escrava uma corrente de ouro para a recompensar de usar uma corrente de ferro em vossa honra (170),
Maria, que sois tão liberal que um de vossos santos homens disse: “Pour un œuf, Elle donne un bœuf”26 (181),
Maria, que tendes uma inimizade irredutível – a única inimizade que Deus tenha formado – entre Vós e o demônio, e cujos escravos também têm, portanto, entre si e o demônio, uma inimizade absolutamente irredutível (54),
Maria, ó Vós, cujos escravos serão vítimas de ciladas do demônio, especialmente nos últimos tempos (54),
Maria, cujos devotos devem fugir e odiar o mundo corrupto (256),
Maria, que dais a vossos escravos uma Fé que é como um facho iluminador das trevas dos que não creem, que aquece os tíbios, que dá vida aos que estão mortos no pecado e faz com que, por suas palavras doces e poderosas, vossos escravos derrubem os corações duros como mármore e orgulhosos como o cedro do Líbano (214),
Maria, que, por meio de vossa escravidão, proporcionais a vossos escravos o meio de glorificar muito mais a Nosso Senhor, do que os que não são vossos escravos; porque vossos escravos não confiam em si próprios, mas sim em Vós, e com isso glorificam a Nosso Senhor que só se glorifica bem na humildade total. E os que não são vossos escravos confiam em si, e não podem, portanto, glorificar igualmente a Nosso Senhor (223),
Maria, que sois o Paraíso no qual há belezas inexplicáveis (261),
Maria, que sois o Paraíso no qual há um ar puro sem infecção, de pureza (261),
Maria, que sois o Paraíso no qual há um rio de humildade que, nascendo da terra, se divide em quatro ramos que são as quatro virtudes cardeais, que irrigam todo esse lugar (261),
Maria, que sois o Paraíso no qual se encontram canteiros ornamentados por diversas e formosas virtudes, cujo aroma embalsama os próprios Anjos (261),
Maria, a quem o Divino Espírito Santo chama de Santuário da Divindade (262),
Maria, a quem o Divino Espírito Santo chama o repouso da Santíssima Trindade (285, 262),
Maria, a quem o Divino Espírito Santo chama o Trono de Deus,
Maria, a quem o Divino Espírito Santo chama a Cidade de Deus,
Maria, a quem o Divino Espírito Santo chama o Altar de Deus,
Maria, a quem o Divino Espírito Santo chama o Mundo de Deus (262),
Maria, que tendes inúmeras maravilhas operadas por Deus em Vós, e correspondendo exatamente a todos esses epítetos (262),
Maria, que tendes todas essas qualidades, cujo sentido só o Divino Espírito Santo pode revelar, porque está oculto atrás do sentido material das imagens anteriores (262),
Maria, cujos escravos devem: 1) pedir vosso auxílio em tudo, por tudo, e sempre; 2) pedir que a ação não seja deles, mas sim vossa por intermédio deles e, portanto, orientar-se exclusivamente segundo vosso espírito, confiando somente em Vós e não em si, e pedindo o conselho de vossas virtudes para tudo; 3) fazer tudo em Vós; 4) fazer tudo para Vos servir (257 e seguintes),
Maria, cujos escravos devem fazer tudo por Vós, isto é, por vosso intermédio, renunciando sempre às suas próprias luzes, disposições e entendimento, para se abandonar inteiramente à vossa direção, que encarecidamente devem eles pedir (259),
1) [Maria,] acréscimo da presente edição.
2) Números indicativos do Tratado, anotados pelo próprio Dr. Plinio.
3) Santa, Santa, Santa sois, ó Maria, Mãe de Deus e sempre Virgem” (São Boaventura. Psalter. maius B.V.).
4) “Trabalhamos a noite inteira, sem nada apanhar” (Lc 5, 5).
5) “Minha velhice se encontra na misericórdia do seio” (Sl 91, 11 Vulg.).
6) “Aula sacramentorum” (Santo Ambrósio. De Institutione Virginis, cap. VII, n. 50).
7) “Que venha o reino de Maria, Senhor, a fim de que chegue o vosso reino”.
8) Cf. Ex 32, 7-10; Dt 9, 12-14.
9) Eclo 24, 30 Vulg.
10) “Recta et tanquam compendiaria via ad Iesum per Mariam itur” (Bento XV. Carta a D. François-Xavier Schoepfer, Bispo de Lourdes, AAS 6 [1914], p. 515).
11) Beato Alain de la Roche, também conhecido como Beato Alan de Rupe (*1428 – †1475) – teólogo dominicano, Mestre em Sagrada Teologia, místico, ardoroso devoto da Virgem Maria e propagador infatigável da devoção do Rosário na França, Flandres e Holanda.
12) Jean Charlier de Gerson (*1363 – †1429) – teólogo e filósofo francês, chanceler da Universidade de Paris. Recebeu o título de Docteur évangélique et très chrétien (Doutor evangélico cristianíssimo).
13) “Demonstrou o poder de seu braço”. Versículo do Magnificat.
14) “Minha alma engrandece ao Senhor”. Versículo do Magnificat.
15) “Para a maior glória de Deus”, lema da Companhia de Jesus.
16) “São filhos de Maria os que se deixam guiar pelo espírito de Maria”.
17) “São filhos de Deus os que se deixam guiar pelo Espírito de Deus” (cf. Rm 8, 14).
18) “Minha Senhora e salvadora, agirei com confiança e não temerei, porque sois minha força e meu louvor no Senhor” (Psalter. maius B.V., Cant. instar Is 12, 2).
19) “Sou todo vosso e tudo que tenho Vos pertence, ó Virgem gloriosa, bendita sobre todas as coisas criadas; que eu Vos ponha como uma marca sobre meu coração, pois vossa dileção é forte como a morte” (Psalter. maius B.V., Cant. instar Ex 15).
20) Cf. Sl 130, 1-2 Vulg. O Autor verte ao vernáculo a tradução livre feita pelo próprio São Luís Grignion.
21) Cf. Sl 118, 56.
22) “Tudo o que é meu é teu, e tudo o que é teu é meu” (Jo 17, 10).
23) “Apodrecerá o jugo por causa (da abundância) do azeite” (Is 10, 27 Vulg.).
24) “Os que trabalham por mim, não pecarão” (Eclo 24, 30).
25) “Será liberal com os liberais”.
26) “Por um ovo, Ela nos dá um boi”. São Luís Grignion não cita o nome do autor da frase.




